Nada Convencional


Na primeira vez que isso aconteceu Madeline pensou que ele sentia nojo dela, que ele não queria tocá-la por ter estado com tantos homens e por isso queria que ela se banhasse, que se lavasse para ele vê.

No começo ela ficou assustada, tirou as roupas e entrou na banheira de madeira que tinha no quarto, ela deixou-se acostumar com a água gelada e as espumas e depois começou a se esfregar para ficar limpa para ele.
"O que está fazendo?"
"Lavando-me como milorde pediu."
"Desse jeito vai acabar toda vermelha com tanta força. O que quero é que aprecie o banho."
Madeline já tinha ouvido de tudo em sua profissão trabalhando para madame Cosy entretendo senhores da alta classe londrina, mas Lorde Waldorf parecia excêntrico e gostava de vê-la banhando-se, ele gostava de vê-la num intimo não compartilhado.
Depois que ela relaxava na água, ele tirava suas próprias roupas, entrava na banheira e a massageava, os pés, os ombros e só depois a tomava. Primeiro na banheira e depois a tirava dali, a colocava na cama e novamente a tomava, dessa vez com calma, beijando cada centimentro de seu corpo.
Madeline não tinha nenhuma ilusão de que ele fosse apaixonado por ela, Lorde Waldorf era apenas um homem amante, mas ele nunca queria outra cortesã, só não imaginava ela que Madeline se parecia com a mulher que um dia ele amou.
Era por isso que ele apreciava tanto vê-la ao banho, por que foi assim que ele conheceu seu amor. Ela estava banhando-se num rio e parecia alegre e infantil, foi isso que fez ele se apaixonar por ela, por ela parecer um pássaro livre, por ela ser diferente de todas as damas londrinas.
Apesar do verão incrível que passaram, ele não chegou a amá-la e pouco depois a perdeu para morte. Lorde Waldorf poderia ter ficado arrasado, mas quando retornou para cidade ele viu Madeline, imaginou que fosse um sonho.
Ela se parecia tanto e ao mesmo tempo não tinha nada em comum. Ele se aproximou e pagou-a, isso foi o suficiente, então pediu que ela se banhasse e que ele pudesse assisti-la. Toda vez que ela o fazia, ele voltava a vê a jovem por quem tinha se apaixonado, Madeline não tinha a mesma inocência, mas mesmo assim ela começou a exercer um poder maior do que jamais Lorde Waldorf teria imaginado.
Madeline não tinha as pretensões que a sociedade londrina tanto apreciava e que Lorde Waldorf deveria querer numa esposa, mas ele preferia a companhia dela a ter que ir a mais um baile com damas desesperadas por um casamento.
E isso era do que ele procurava se convencer toda vez que sentia necessidade de vê-la.

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