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Um Pouco de Respeito, Por Favor!

Olá segredetes, como vocês estão?
Vamos aproveitar que eu estou com uma TPM daquelas pra escrever hoje. rsrs
Já tem um tempinho que não escrevo nada pra vocês, nem uma resenha e muito menos um dos meus textos. Mas hoje eu quero saber de amizades, quero saber de vocês e suas melhores amigas.


Desde pequena você aprende que amigo de verdade é sua mãe, seu pai e seus irmãos (se você tiver irmãos), mas claro que na vida você vai fazer muitos amigos, mas o que vai diferenciar eles de fato?! Os bons frutos dos frutos ruins?!
Sinceramente, para mim só o tempo. E o tempo me ensinou que minhas melhores amigas já estão do meu lado faz tempo, que não preciso ter vergonha nenhuma de falar que elas são as melhores coisas da minha vida, que são únicas e que mesmo com a distancia que hoje não temos tanto por conta do convívio, as amo tanto por tudo, pelas brigas, pelas risadas, pelas horas de estudo, pelas opiniões que as vezes magoam, por cada coisa que elas fizeram por mim e pelas coisas que não fizeram por mim, por que isso me fez crescer.
Se você acha que sua melhor amiga é aquela que sempre tá do seu lado, é aí que você se engana, melhor amiga discorda, não tem medo de magoar você, melhor amiga te xinga e chama de vaca cretina quando você faz uma coisa que ela não queria, ela ri e chora com você, mas ela fala na sua cara o que pensa, ela diz quando você tá fazendo drama demais, ela manda você falar baixo e com calma, ela diz pra você esquecer aquele carinha por quem tá apaixonada por que não vai dá em nada. E melhor amiga te julga sim, por que ela sabe que você também tem liberdade pra julga-la.
Algumas semanas atrás uma pessoa disse que uma outra era "amiga falsa" e eu fiquei me perguntando o que era uma amiga falsa, por que vamos ser sinceros se ela é falsa, meu amor, ela NUNCA foi sua amiga, em segundo lugar, falso em que e para quem? Vou me usar aqui, já me chamaram de amiga falsa e quer saber, não me acho uma amiga falsa por que a pessoa que disse isso, eu nunca fui amiga dela, eu não convivi nem 1 ano com essa pessoa, eu nunca tinha discutido com essa pessoa, eu nunca chorei com essa pessoa, eu nunca compartilhei minha vida familiar com essa pessoa e nunca falei do meu passado para ela. Então se eu nunca dei entender que você era minha amiga, por que eu fui falsa?!
Fui falsa por não ser mal educada e lhe tratar mal?! Fui falsa por não agir como uma menina imatura e excluir as pessoas do facebook e outras redes sociais por que não quero falar com elas, meu Deus, quanta infantilidade, só por que não quero andar com você, e está sempre com você não significa que não posso ser educada com você, que planeta é esse que quem eu não gosto eu tenho que tratar mal e fingir que é invisível?
Por que eu conheço pessoas assim, não gostam de mim e simplesmente me ignoram, agora vai perguntar se eles tem algum argumento pra isso por que não tem, simplesmente a educação que deram a eles foi de que se eu não gosto de uma pessoa, eu tenho que ser grosseira e mal-educada. Eu não sou esse tipo de pessoa, eu gosto de cumprimentar os outros, tratar bem, quem não gosta de ser tratado bem? De entrar num ambiente e se sentir bem recebido?! Não tem coisa mais chata do que você ir à um estabelecimento e o atendente te julgar de cima a baixo e decidir que você não merece ser bem tratado na loja, da vontade de dá uma de "uma linda mulher" comprar um monte noutro lugar, voltar lá e esfregar na cara dele que ele perdeu uma grande venda, mas isso é feio, então não façam. kk'
Isso não significa que eu goste de você ou que eu quero ser sua melhor amiga, longe disso, significa apenas que meu pai me deu educação. Meu pai sempre diz que até as pessoas ruins nos ensinam algo bom, então por que eu vou tratar alguém mal?! Eu sou melhor que alguém? Meu sangue é de outra cor? Por que até onde eu sei, vivo sobre a máxima de igualdade sempre!
E você o que acha dessas pessoas que se acham a última coca cola do deserto?


XOXO
Até mais

Do passado (Continuação)


Era sempre assim, de tempos em tempos elas se mudavam.
Can nunca entendeu exatamente por que a mãe não queria ficar muito tempo numa cidade e do nada resolvia mudar de lugar e de vida. Ela nem tentava mais fazer amizades nos novos colégios, sabia que em breve nunca mais os veria e apesar de ser frustrante, para ela era melhor assim, não ia precisar agradar ou desagradar ninguém.
Claro que as vezes ela pensava em ser como as garotas dos colégios que ela já havia passado, com namorados, amigos e toda aquela mania de rainha. Mas isso era só quando o desespero batia e ela não tinha com quem conversar, foi aí que surgiu as corridas, sua forma de extravasar, relação e manter a forma, todas as cidades por onde ia, procurava um lugar que ela se sentisse bem e segura e então começava a correr, a aprender os atalhos.
O novo colégio era como todos os outros, normais e grandes com muitas pessoas entrando e conversando.
Can e Cat tinham apenas dois anos de diferença, mas Can duvidava fossem filhas do mesmo pai, não se pareciam com a mãe e muito menos se passariam por irmãs se elas não contassem. Elas chegaram e começaram a tentativa de saber para que lado teriam que ir para pegar seus horários.
Estavam as duas conversando, tentando chegar a um acordo para que lado seguir. Era o primeiro ano que as duas estudariam no mesmo colégio e talvez tivessem algum horário juntas. Cat, teimosa e brincalhona, não queria deixar a irmã escolher. Can seguia andando e olhando para irmã quando esbarrou em alguém.
- Tô começando a achar que essa é sua maneira de dizer "Oi". - Disse ele rindo.
Can olhou assustada já se preparando para pedir desculpas, até ela já começava a achar que isso de esbarrar nas pessoas estava saindo do controle. Quando reconheceu a voz e a risada divertida, tudo que fez foi ficar sem graça, mesmo assim o olhou e fez um meneio de cabeça para se desculpar.
Seguiu seu caminho sem ao menos falar nada, Markus ficou olhando ela ir embora e imaginando o que aquela garota tinha para ser daquela maneira, sempre escapando entre os dedos dele.
- Quem era aquele? - Perguntou Cat.
- Não sei, um cara que esbarrei hoje de manhã na corrida.
- Ele é bonito.
- Esquece ele, quando menos esperar estamos indo embora de novo.
- Por isso que é bom. Não precisa ficar apaixonadinha, nem nada disso.
- Cat, esquece. A gente tem que se preocupar com as aulas.
- Tá. - responde Cat emburrada.
Depois de rodar quase todos os prédios, elas encontram a secretária, pegam seus horários e tentam se adaptar aos locais. É complicado ser novata, os professores querem conhecê-la, saber como tá o aprendizado delas e sempre perguntam coisas direcionando para elas.
E pra infelicidade das duas, só pegaram educação física juntas, vão ter que suportar todo o resto sozinhas. Apresentações em cada sala, e sempre as mesmas perguntas "Por que se mudaram?" "De onde vieram?" "O que estão achando da cidade nova?" "Tem parentes aqui?" Isso a irritava, por que essa demonstração de interesse se na aula seguinte agiam como se não a conhecessem? Can tentava ao máximo sorrir e responder tudo que queriam saber, mesmo que a pergunta já tenha sido feita umas quatrocentas vezes?!
- Conseguiu sobreviver? - Disse Can brincando para irmã.
- Tá brincando? Eu me senti uma celebridade. - Riu Cat.
Elas voltaram para casa quando já eram quase 16h, a caminhada de casa ao colégio não era pequena, mas as duas preferiam assim. Para Can era uma liberdade e Cat uma forma de fazer exercício sem ter que as duas chegassem.
- Tudo bem, mãe? - Perguntou Cat.
- Sim, e vocês? Como foi a aula?
- Normal, chata, tediosa, como sempre. - Riu Can colocando a bolsa no sofá. Caminhou até a cozinha, bebeu água e voltou. - Por que?
- Nada, nada. É só que essa é nossa cidade natal. - Soltou a mãe.
- Como é que é? E você deixa pra contar que voltamos para onde eu nasci agora? - Reclamou Can.
- Eu não sabia como contar e nem se vocês iam querer vir aqui, talvez tenha sido uma má ideia.
- Tá brincando? O nosso pai pode ser qualquer um dessa cidade. - Disse Cat.
- Por que? - Questionou Can.
- Por que o que? - Devolveu a mãe.
- Por que agora? Por que você quis voltar? Por que nunca deixou que a gente soubesse de onde eramos para do nada vir pra cá. O que tem nessa cidade que lhe manteve longe por tantos anos.
A mãe das meninas só as encarou, elas mereciam respostas, mas não sabia dá-las. Como contar que ela foi expulsa pelo próprio pai e que o pai delas quase a matou. Além disso, isso fazia tanto tempo, quase ninguém lembrava do que aconteceu na cidade e talvez assim fosse melhor, mas sabia que precisava preparar Can, ela seria a primeira e cuidaria do resto, cuidaria da irmã quando fosse o momento.
Can notou que sua mãe não ia responder nada. - Não quer falar, não fale. - E saiu, subiu para o quarto trocou de roupa, colocou um tênis de corrida e saiu.
Ela não sabia se sentia raiva ou felicidade, finalmente poderia ter algumas respostas, mas duvidava que fosse gostar. Mas já era um começo, sua mãe sempre foi assim, emotiva e reservada, mantinha o passado no passado e nunca esclarecia nada sobre a vida delas quando eram pequenas. Era a primeira vez que sabia algo sobre a mãe, sabia que tinha nascido ali, que seu pai talvez fosse dali e se desse sorte podia já ter esbarrado com ele e nem percebeu.
Será que era por isso que se sentia bem na floresta? Só fazia duas semanas que tinham se mudado, e corria ali todos os dias. Mas era como se conhecesse aquela floresta a anos, será que era por isso? Por ter suas raízes ali.
Não lembrava por quanto tempo correu, mas só voltou para casa quando já estava bem tarde, não queria vê a mãe tão cedo. Não estava pronta para o monte de perguntas que ela tinha que continuariam sem resposta.
Subiu sem fazer barulho, tirou a roupa e foi para o banho, ficou um tempo ali, tentando relaxar os músculos depois de tanto tempo correndo, saiu, vestiu-se para dormi e deitou. Nem ao menos reviu a matéria das aulas, não tinha cabeça.
Mas mesmo exausta não conseguia dormi, ficava olhando para o teto com a cabeça fervilhando de perguntas, de duvidas, aquela noite seria longa pelo visto, sua mente não ia lhe dá trégua.



Continua?

Do passado


Ela corria desesperadamente, não sabia ao certo porque, mas não queria que ele se aproximasse. Será que era ele mesmo?
Já era acostumada à corridas, corria todos os dias, mas aquele desespero a fazia correr como louca, tropeçando nos próprios pés, caindo pelo caminho, sujando-se e levantando o mais rápido que podia, aquele sentimento crescia dentro dela. Não o deixe chegar perto, não deixe.
Que horas eram aquelas? Três? Quatro? O que sua mãe tinha dito sobre correr aquela hora mesmo? Por que raios não a tinha escultado? Pelo menos uma vez, por que?
Mas Deus, por favor, que ela pudesse sair dali viva. Parou por um minuto para respirar, limpou um pouco da terra no seu rosto, olhou para trás um segundo e viu a luz da lanterna dele. Voltou a correr.
Se pelo menos conseguisse lembrar para que lado estava correndo. Talvez assim lembrasse como sair daquela floresta que sempre lhe pareceu segura e agora tinha a certeza de que se parasse de correr, seria morta.
Correu desesperada para o lado que achava ser a saida, passou por plantas e se chocou com tudo em cima de um garoto.
- Meu Deus, o que é isso? - Ele gritou.
Ela o olhou e pulou para longe dele, olhou uma vez para trás e acreditando está segura já que havia voltada para a calçada que separava a floresta da cidade. - Me desculpe, eu... - Não achou nada que pudesse dizer.
- Descobriu que se jogar nas pessoas parecendo uma louca pode ser atraente? - Riu ele, claramente se divertindo por ela está acanhada. - Markus. - Estendendo a mão.
- Can. - Disse ela ignorando a mão dele.
Markus abaixou o braço. - Por que tá assim?
Can se olhou percebendo que estava imunda, mas não se importou, o que ele era além de um estranho? Por que ele se importava com o que ela tinha para esta daquele jeito.
- Como eu disse, desculpa. - Virou-se e voltou a correr, dessa vez pausadamente e em direção a sua casa.
Chegando a casa, entrou pelos fundos, sua mãe enlouqueceria se visse o estado que estava suas roupas. Tirou-a na cozinha, caminhou até a lavanderia e as jogou na pia, as lavaria depois que se lavasse, foi até seu quarto sem fazer nenhum barulho.
Foi ao seu banheiro, tirou a calcinha e o sutiã e entrou debaixo da água morta do chuveiro.
- Onde você estava?
Ela gritou e virou se vez. - Mãe, assim você vai me matar.
- Onde você estava? - Continuou a senhora.
- Fui correr, eu precisava.
- Aproveitou para saber o gosto da terra? Vi suas roupas. Precisa tomar mais cuidado, Can.
- Mãe, eu sei, só me deixe tomar um banho. Depois conversamos mais.
- Can... - Ela tentou argumentar.
- Mãe, tudo bem. Eu sei, agora deixa pelo menos eu terminar e vestir uma roupa, ai você pode começar a reclamar.
A mãe saíra sem dizer mais nada. Ela sabia que tinha passado dos limites, mas não dava para aguentar, todos os dias a mesma coisa, era só elas e a irmã mais nova, por que tinha que ser tão complicado? Sua mãe só tinha a elas, e elas a mãe, por que não ter uma convivência sem brigas o tempo todo? Sem reclamar.
Terminou o banho se questionando até quando seria assim, quando sua mãe perceberia que a vida delas precisava melhorar.
Saiu do quarto já arrumada para a aula, era seu primeiro dia de aula na nova escola, estava ali a duas semanas e seria a primeira vez que veria pessoas da sua idade, todas juntas.
- Mãe...
Achou-a chorando na sala. Cabeça baixa.
- Mãe, o que houve?
- Não quero que pense que só reclamo o tempo todo. - Disse ela levantando o rosto e limpando as lágrimas.
- Só sinto que se eu não me preocupar, posso perdê-las também.
- Mãe, nós não vamos a lugar nenhum...
- Só a aula. - Disse a irmã mais nova, sorrindo.
- Tomem cuidado.
- Com quem, mãe? As professoras? - Brincou Cat.
Can levantou-se, pegou o cereal e serviu ela e a irmã. - Que horas você vai ao trabalho?
- Só a noite. Hoje vou ajudar a arrumar uns documentos e o Dr. quer que eu esteja disposta, pois são muitos anos que não arrumam os arquivos. E na semana passada não consegui encontrar alguns documentos de um cliente antigo.
- Tudo bem. Nos vemos às 15h. - Disse ela terminando sua refeição. - Vamos Cat?
- Uhum.
As duas se levantaram, pegaram seus materiais, deram cada uma um beijo na mãe e saíram para o primeiro dia de aula.



Continua?

A Sós



Estranhamente ela esperava que aquela noite fosse só mais uma sem lembranças. É claro que ele tinha feito que nenhum outro conseguia, tinha se aproximado de uma maneira quase que como um cãozinho ganhando terreno, mas mesmo assim, mesmo ele tende feito ela esquecer por um segundo o passado, ela duvidava que passasse dessa noite.
Ele era importante, tinha planos e difícil ela estava neles, não era se menosprezando, era só a realidade dos fatos, já que ele mal ligava para ela ou se importava com qualquer coisa sobre ela. Mas estranhamente ele ligou e a convidou para sair.
Feliz, ela aceitou e se arrumou para isso, sabia como a ultima vez tinha acabado e queria que essa fosse perfeita, fosse boa para os dois, preparou-se e tentou imaginar qualquer coisa para não dá na cara que tinha o mesmo desejo que ele, mas mais forte, mais mortais.
O encontro a principio transcorreu sem muito entusiamo, ele falava pouco, se mantendo fora de assuntos muito particulares e mesmo com avanços eles se pareciam um casal interessante.
Ela tímida, mas falante, lutando para deixar de ser introvertida, deixando-se parecer meio louca, com medo que ele notasse que ele a deixava ansiosa. Mas ela sorria consigo mesma, ele parecia nervoso com o encontro e ela se perguntava quando eles poderiam sair de lá.
Queria poder ficar com ele, tocá-lo, beijá-lo, como sentia falta dos seus lábios e da maneira destemida como ele beijava, nesses momentos ela sabia que ele era o certo, ele deixava de lado os pensamentos que o prendiam e passava a ser homem e ela sonhava em poder dizer que era o dela, só dela.
O problema é que ela duvidava que fosse, ela duvidava ao mesmo que tudo aquilo fosse mais do que só corpo, só desejo. Mas ela esperava, na verdade pedia e desejava que fosse mais, que tivesse encanto por parte dele, por que ela, ela estava encantada com a boca, os olhos, o corpo, o jeito dele, tudo nele era desejável e aconchegante.
Ela estava apaixonada.
Continuou naquela conversa boba, naquele momento que poderia ser chamado de romântico, no final os dois saíram, ela temeu que novamente andariam cada um de um lado, mas ele a pegou pela cintura e foram andando até o carro, chegando lá ele apenas a encostou e a beijou.
A beijou tão forte e tão voraz  que ela sabia que não tinha mais batom, deu a volta no carro e entrou, esperando por ele, sabia onde eles iriam, onde acabaria, mas ela ia por que estava completamente, irresistivelmente apaixonada por ele, por desejo a ele.

Saudades e Medos


"Querida Clarie,
Tenho pensado na gente, pensado no beijo que trocamos no ultima vez que ficamos sozinhos. Desde então não lhe escrevo por que sinceramente não sei como e o que escrever.
Entenda, que não é medo, mas sei que o que fizemos foi errado, sei quando lhe vejo que tem medo do que sentimos, sei que é totalmente errado simplesmente por que você pertence e está com outra pessoa e é com ele que dividi seus medos e anseios. É ele que lhe beija a boca todas as manhãs e lhe diz como você está bonita.
Mas eu fico pensando se eu não fosse o covarde que sou, se eu lhe roubasse pela resto da vida, como seria acorda pela manhã e ter seu corpo pequeno e quente ao meu lado, imaginar isso me faz chorar, não sei bem o porquê, mas acho que é uma dor constante cada vez que penso a respeito disso tudo.
Penso em como sinto falta dos nossos momentos a sós, mesmo que fossem só conversas ou silêncio, e então quando por um descuido ou saudades também, você vem me abraçar, a unica coisa que eu consigo lembrar é em como foi beijar sua boca macia, ela é realmente como eu imaginei, quente e macia como uma cama gostosa e aconchegante, você inteira é assim, quente e macia e eu gosto de lhe abraçar, lhe manter em meus braços, mesmo quando você não quer.
Uma coisa que me questiono nesses momentos, é como você é assim, como consegue ser assim, cheira, gostosa, tão linda o tempo todo, não há momento que não acho que seja assim.
Um dia lhe enviarei essa carta, essas e todas as outras onde declaro-lhe o que sou e o que sinto com e por você.
Emmett."

Pense um pouco


De uns tempos pra cá venho vendo que há muitas pessoas que deveriam se matricular na escola da vida. É preciso muito mais que o abecê e que lições de etiqueta para alguém passar pela vida de uma forma estonteante. Não adianta negar, todos queremos uma vida estonteante, cheia de conquistas, objetivos e sonhos alcançados, é claro que queremos, mas pra isso precisamos aprender muita coisa antes. A escola é apenas um capitulo. Passamos pelo jardim de infância, aprendemos a colorir sem ultrapassar a linha, passamos pela terceira, quarta e quinta série, aprendemos a somar e subtrair, passamos pela sétima e oitava série, vem a divisão, a multiplicação e consequentemente vem aquela primeira paixonite, você conhece um garoto, fica “apaixonada” por ele por uns longos anos até que chega o ensino médio e automaticamente pensamos “ah, até que enfim! Logo logo estarei fora desse lugar chato”, mal sabe você que não é bem assim, aquele garoto que você gostava um ano atrás começa a conversar contigo até que a menina que você chamava de amiga fica com ele em uma festa do colégio que você não foi. Você chora, se lamenta, fica com raiva e praticamente reza para que acabe. Depois os três anos do ensino médio passam, você vai pra faculdade e percebe que tudo o que você estudou sobre ciclo filogenético em Biologia e funções logarítmicas em Matemática foi uma perda de tempo.
Cinco anos se passam, você acaba a faculdade, se forma e arruma um emprego. Seu primeiro emprego. Compra um apartamento barato a alguns quarteirões do seu escritório e ganha um carro de presente dos seu pais. Começa a passar as noites de sexta-feira sempre na mesma cafeteria no centro da cidade fazendo aquelas planilhas que o seu chefe pediu que entregasse na segunda e, em uma dessas noites, acaba conhecendo um cara, não muito alto, moreno, olhos escuros, uma tatuagem de águia no ombro, vive de touca e que está terminando a faculdade de arquitetura. Começam a namorar. Alguns meses depois, numa noite fria, vocês estão caminhando em direção a guarita do seu prédio, ele te beija, hesita ao ir embora e quando vira as costas você o convida pra subir, vocês entram no apartamento aos beijos, vão para dentro do seu cômodo e no dia seguinte a roupa de ambos amanhece espalhada do outro lado do quarto. Você abre os olhos e percebe que está sozinha na cama, escuta alguns barulho na cozinha, veste uma camisa, uma calcinha e vai ver o que está acontecendo, encontra ele de bermuda na frente do fogão tentando preparar ovos fritos e torradas. Mais meses se passam e entre trocas de caricias, oras no apartamento dele oras no seu, vocês decidem finalmente juntar os pontos, juntar os lares, juntar as camas. Ele te convence a vender o seu apê e te leva até a sua nova casa, num excelente bairro da cidade.
Alguns dias depois, você estão ocupados pintando o novo quarto e após uma leve guerra de tinta, ele tira uma caixinha pequena do bolso, você fica boquiaberta, ele coloca o anel no seu dedo anelar, te faz aquela bendita pergunta e você simplesmente responde “sim”. Semanas se passam até que a casa esteja completamente do jeito que você sempre sonhou, você está parada de pé na cozinha, fita a sala e pensa em como tudo está perfeito. Um carro estaciona na garagem e você escuta seu noivo entrar pela porta, ele vem por trás e te beija na nuca, coloca um papel sobre a bancada e solta a notícia tão esperada, a data do casamento foi marcada. Você liga pra sua mãe, pra sua irmã, praquela colega que você não vê a alguns anos, pra suas companheiras do serviço, liga pra sua avó, pro seu chefe, pra sua prima e pra sua tia, liga pra todo mundo a fim de que todos saibam que o seu grande dia foi marcado. Depois de muita correria, telefonemas pra lá e pra cá e noites calorosas dentro do quarto com a porta aberta, o belo dia chega. Você está nervosa, sua mão soa enquanto a maquiadora termina e a cabelereira puxa o seu cabelo de lado para prender com a presilha. Você levanta, se encara vestida de branco no espelho e bate aquele orgulho, orgulho de tudo o que você foi e de tudo o que você ainda será.
Dá a hora, você chega na igreja, está de pé em frente a porta, respira fundo e de repente escuta a marcha nupcial. As portas se abrem e você vê todas aquelas pessoas, alguns que você não via a meses, outros que não te viam a anos, você olha para frente, sorri, pensa “minha mãe conseguiu” e sente uma lágrima de felicidade escorrer pelo cantinho do olho. Depois de todo o discurso do padre, finalmente chega a parte em que você diz e recebe um “aceito”. Anos se passam e já se pode ouvir o fruto do amor que sempre exalava no quarto correndo pela sala. Eles crescem, você envelhece. Se der sorte, envelhecer não será um problema porque você não vai fazer isso sozinha. Aquele rapaz que te encontrou na cafeteira numa noite de sexta-feira, que queimou o dedo preparando ovos e torradas, que pintou a ponta do seu nariz com tinta de parede branca e que te surpreendeu inúmeras vezes vai estar ao seu lado. Seus filhos crescem e outro ciclo vai se dar início com eles. Sabe, é essa a escola da vida. Como aquele velho ditado: vivendo e aprendendo.
Entenda que sua vida pode ter muitos altos e baixos, mas é tudo planejado por Alguém maior que você possa imaginar. Então relaxa, se está ruim agora, uma hora tudo isso tende a melhorar e no final você vai olhar para trás e irá sorri com orgulho do que você foi, do que você passou adiante e das coisas que você conquistou. Atrevo-me a dizer que toda história, por mais terrível que seja, pode sim ter um final feliz.

Carol Cardoso, real-desapego.

Ao amor



"Oi, querida
Como tem passado? Sua vida ainda é a mesma ou você já trocou de amores?
Você pensa na gente? Sente minha falta? Eu ainda sinto a sua, há noites que a unica coisa que consigo pensar é na nossa história, na falta do seus beijos, dos seus carinhos.
Lembra quando eu disse que lhe amava? Eu ainda consigo vê sua cara de surpresa, seu jeito perdido, seu sorriso maroto e depois aquela alegria contagiante que eu amei vê surgir.
Eu lhe dei tudo, eu lhe amei por cada dia que passamos juntos, por cada coisa que compartilhamos, eu lhe amei, meu coração era todo seu, era daqueles que fazia qualquer coisa por você, pra lhe vê feliz.
Nossa quando a gente briga, eu achava que me mundo tinha acabado, não conseguia imaginar um mundo sem você, um mundo que fizesse sentindo sem você, sem seu corpo no meu.
Você consegue pensar em alguém que você ama até os defeitos?! Eu consigo pensar em você, no seu jeito teimoso de ser, no seu jeito mandão e muitas vezes autoritário que eu tanto gostava. Eu amei, amo cada parte sua, e isso é um fato que ainda hoje me consome.
Eu tento esquecer você e por vezes acredito que conseguir, para outra vez eu lhe vê e ter a certeza de que meu coração, minha alma pertence a uma unica pessoa. E que aqueles momentos breves que tivemos não sai da minha cabeça, até as brigas que tivemos foram boas, nunca voltei a ter isso com outra pessoa.

Todo seu."

Coração Doente


Eu disse ao coração pra chorar baixinho, não foi suficiente e pedi pra sorrir e fingir que estava tudo bem, eu disse a ele que se acalmasse por que um dia você me veria, você me amaria e nós dois seriamos felizes, eu fiz todas as promessas possíveis para que o coração parasse de doer por você está longe mesmo tão perto.
Eu prometi que tudo daria certo, que não lamentasse afinal você ainda estava aqui. Mas quando as mentiras já não eram mais suficientes, eu precisei vê a verdade e ela não era nada parecida com as promessas que fiz ao coração.
Nessa realidade foi bem pior, por que você me vê, você me abraça, você está sempre por perto quando eu caiu e você me entende, por algum absurdo do mundo é o único que consegue me entender até quando eu não falo nada. Para você não sou só uma menina perdida, sou sua amiga e nesse meio só cabe isso, por que você escolheu amar outra.
O meu coração vendo isso, só consegue dizer que quer ser trocado, quer ser duro, quer ser pedra, nada mais que isso, ele só não quer mais existir e se cansou de esperar, esperar pelas promessas que eu mesma fiz para que ele se acalmasse, ele agora sangra, grita, esperneia por que foi enganado pelo próprio dono.
Eu, só eu, sou a responsável por toda essa cena, mas foi você, foi seus olhos escuros, foi sua mão me segurando nos momentos difíceis que fizeram que eu acreditasse também nessas promessas, eu no fundo achei que tudo se resolveria e você continuaria sendo só meu.

Promessas por Cumprir



Clarie,
Tenho tentado me convencer que o melhor pra nós dois, seria eu me afastar. Eu te adoro, e há momentos que acho que sinto mais que isso.
Você faz idéia do que é querer te beijar em momentos malucos do dia? Ou o fato de que quando lhe vejo gostaria de poder passar minha mão por sua cintura e lhe beijar, lhe beijar lentamente e intensamente. Eu me sinto tão idiota quando penso nisso que sinto raiva de mim mesmo.
Sinto raiva por ter me apaixonado por você, sinto raiva de quando vejo você sorrir pra outro, quando vejo que ele te faz mais feliz do que eu poderia, sinto raiva de saber que não sou bom o bastante pra você. Por que eu faria tudo pra lhe vê sorrir, eu lhe amaria mais do que qualquer outro ser humano, eu lhe abraçaria forte quando sentisse medo de algo, mas faria de tudo para que não sentisse medo por que eu estaria lá por você.
Lembro-me dos primeiros dias quando nos conhecemos, lembro-me da sua maneira de me olhar mesmo que inconsciente, do seu jeito quieto querendo se aproximar e tudo que consigo pensar é que gostaria de ter lhe beijado desde daquele dia. Gostaria de sentir você e sua pele, seu rosto, tocar seu sorriso e fazê-lo crescer, queria poder ter o direito de fazer promessas aos seus olhos e cumpri-las.
Mas por algum motivo que só Deus entende, eu não tive coragem, eu fiquei a vê-la de longe, a gostar de longe e só depois me dá conta que todos os dias perco um pouco mais de você.
Emmett Scott

Pense Nisso


"O amor é como uma borboleta. Por mais que tente pegá-la, ela fugirá.
Mas quando menos esperar, ela está ali do seu lado.
O amor pode te fazer feliz, mas às vezes também pode te ferir.
Mas o amor será especial apenas quando você tiver o objetivo de se dar somente a um alguém que seja realmente valioso. Por isso, aproveite o tempo livre para escolher.

Para meus amigos...NÃO SOLTEIROS
Amor não é se envolver com a "pessoa perfeita", aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

Para meus amigos que gostam de...PAQUERAR
Nunca diga "te amo" se não te interessa.
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.
Nunca toque numa vida, se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém, se não quiser vê-lo derramar em lágrimas por causa de ti.

A COISA MAIS CRUEL QUE ALGUÉM PODE FAZER É PERMITIR QUE ALGUÉM SE APAIXONE POR VOCÊ, QUANDO VOCÊ NÃO PRETENDE FAZER O MESMO.

Para meus amigos...CASADOS.
O amor não te faz dizer "a culpa é", mas te faz dizer "me perdoe".
Compreender o outro, tentar sentir a diferença, se colocar no seu lugar.
Diz o ditado que um casal feliz é aquele feito de dois bons perdoadores.
A verdadeira medida de compatibilidade não são os anos que passaram juntos;
mas sim o quanto nesses anos vocês foram bons um para o outro.

Para meus amigos que têm um CORAÇÃO PARTIDO
Um coração assim dura o tempo que você deseje que ele dure, e ele lastimará o tempo que você permitir.
Um coração partido sente saudades, imagina como seria bom, mas não permita que ele chore para sempre.
Permita-se rir e conhecer outros corações.
Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar os outros, aprenda a viver sua própria vida.

A DOR DE UM CORAÇÃO PARTIDO É INEVITÁVEL, MAS O SOFRIMENTO É OPCIONAL!
E LEMBRE-SE: É MELHOR VER ALGUÉM QUE VOCÊ AMA FELIZ COM OUTRA PESSOA, DO QUE VÊ-LA INFELIZ AO SEU LADO.

Para meus amigos que são...INOCENTES.
Ela(e) se apaixonou por ti, e você não teve culpa, é verdade.
Mas pense que poderia ter acontecido com você. Seja sincero, mas não seja duro; não alimente esperanças, mas não seja crítico; você não precisa ser namorado(a), mas pode descobrir que ela(e) é uma ótima pessoa e pode vir a se tornar uma(um) grande amiga(o).

Para meus amigos que tem MEDO DE TERMINAR.
As vezes é duro terminar com alguém, e isso dói em você.
Mas dói muito mais quando alguém rompe contigo, não é verdade?
Mas o amor também dói muito quando ele não sabe o que você sente.
Não engane tal pessoa, não seja grosso(a) e rude esperando que ela(e) adivinhe o que você quer.
Não a (o) force terminar contigo, pois a melhor forma de ser respeitado é respeitando.

Pra terminar ...

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom . .
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."
Martha Medeiros


Texto tirado na integra do facebook do professor Modesto

Mais uma de amor


Claire,
Olha eu aqui de novo, estou começando a gostar de lhe escrever cartas, estou começando um novo hábito, uma nova mania, mesmo que você nunca vá ler qualquer coisa que lhe escrevo nesses momentos tranquilos que estou a escrever para você.
Todos os dias divido coisas com você, divido momentos, segredos, sonhos, coisas boas e bobas, coisas ruins também, e sei que mesmo que o tempo mude e passe, você sempre vai me ter para lhe abraçar quando a dor tiver demais ou até mesmo quando a conquista for suprema.
Outro dia conversávamos sobre a primeira vez que nos vimos, fiquei surpreso ao descobri que você me notou bem antes que eu pudesse pensar em lhe vê. E com que clareza você se lembra da primeira vez que me viu, você disse que derrubou algo no chão e eu me abaixei para apanhar, depois sai andando e por mais que eu tente não consigo me lembrar de ter feito isso, estava preocupado em não ser notado pelo palestrante. 
O que posso dizer agora é desculpa por ter sido um educado grosso, se é que isso existe. Acho que existe, mas de qualquer forma mostrei a você que não sou do jeito que você imaginou que eu seria, sou mais louco do que pensa, e ando imaginando que estou ficando assim por sua causa.
Você já notou a maneira como você ri quando está aborrecida? É como se escorregasse e saísse sem querer aquele riso, mas ele é tão claro e doce como sua pele. Era sobre ela que queria falar hoje, queria falar da sua pele morena e macia, queria perguntar o que você faz pra que ela cause os efeitos que causa em mim. Serio, quando eu a toco ela é quente e a vontade que me dá é sair passeando com mão por toda ela.
O mais fantástico é que descobri que sua boca também é macia e quente, acidentalmente você me beijou no ultimo sábado, não foi como eu queria, mas o breve momento que sentir seus lábios, todo meu mundo parou. 
E por mais que não sinta o mesmo, e eu sei que não sente, você sente algo, não sei explicar, mas sinto essa ligação, essa conexão com você e fico tentado a não criar esperanças, à não fazer planos que lhe incluam por que é o certo, mas toda vez que sinto essa energia que nos envolve, deixo de usar minha razão, aquela que manda eu ficar com outra pessoa e me faço de bobo, sorrio pra você e tento calar as expectativas.
Acho que não tenho feito um trabalho bem feito, você tem reparado isso e vejo que não me olha mais como antes, não me encara como se tivesse medo do que pode vê e sentir, mas creio que me vê agir que nem um idiota perto de você só vai lhe fazer rir e me fazer pensar "por que não lhe conheci antes?!" Mas principalmente por que tem que ser tão complicado.
Emmett Scott

For You



Claire,
Estou agora ao telefone com você, você rir e me conta sobre seu dia. Você me fala a respeito de uma festa qualquer e de como você gosta de dançar ao som de uma musica romântica. Diz que eu devia ter aparecido, que eu ia gosta, que uma musica que tocou e que você gostou lembrou-a da nossa amizade.
Falou-me sobre seus medos mais recentes, sobre amar tanto a pessoa que está à seu lado que às vezes sente um medo genuíno. Contou sobre uma briga que teve na noite passada e de como se sentiu ridícula por aquele ciúme inesperado, mas que ele a compreendeu e abraçou forte e mesmo você ainda reclamando sobre a estúpida garota que tentou chamar atenção dele, ele a beijou com força e de uma maneira que até aquela noite nunca tinha sido beijada.
Você me fala como ele lhe faz feliz, de como ele é engraçado e faz tudo para lhe vê feliz, você brincou dizendo que eu ia gostar dele, que seriamos amigos, mas tudo que eu consigo pensar é que gostaria de ser ele, eu gostaria de poder lhe abraçar e sentir seu cheiro, sentir o gosto do seu suor depois de uma noite de amor. Que eu gostaria de ser aquele que vai lhe beijar depois de uma crise de ciúmes, que vou ser aquele com quem fará planos de ter filhos e casar-se.
Mas somos só amigos, melhores amigos, mas me sinto imensamente sortudo por tê-la ao meu lado, me sinto sortudo quando você rir ou fica sem graça com algo que falei, me sinto sortudo quando você me abraça e fala que minha amizade é inestimável, me sinto sortudo quando tenta me proteger de suas amigas que querem sair comigo e lhe vejo enciumada com isso como se fosse errado eu dedicar tempo a outra que não seja você.
E quando você fica preocupada franje a testa e passa os dedos tentando suavizar, ri quando esta nervosa seja com algo que eu disse ou quando está com medo, quando tem que mentir faz careta, uma careta linda por sinal, fica agitada quando fica alegre e adora declarações de amor e trata a todos bem, não importando classe social.
Às vezes no meio da noite penso em você, acordo admirado com sua beleza, seu corpo pequeno que eu sei poderia sentir em segundos com as minhas mãos grandes, imagino-a sorrir enquanto faço isso, imagino-a ri com meu nervosismo diante do seu corpo e fico pensando em como seria ouvi-la gozar de prazer, se você gritaria comigo e quantas partes do seu corpo seriam partes que eu poderia tocar e acendê-la. Fico pensando se gritaria meu nome naquele momento de ápice.
Fico admirado com quantos detalhes já imaginei sobre seu corpo e sobre sua personalidade romântica e sentimental. Sei que nada disso passará de mero sonho e desejo, mas sinto-me obrigado a dizer que me apaixonei por tudo que tem relação a você e isso é tudo, minha cara amante da noite, que tenho a declarar.
Emmett Scott

Declaração de Amor


Quantas vezes andei te procurando
Não sei, não contei.
Não percebi que te procurava.
Te queria sem saber,
Te sabia e te amava sem querer.
Te sinto meu, te quero meu.

Não sei se paixão, se amor, se amigo,
Sei que mais do que tudo, te quero comigo.
Quero te ver feliz em minhas manhãs,
Ver teu despertar, teus olhos me encontrando,
Tua boca me deixando sentir teu primeiro gosto,
Teu hálito quente e teu cheiro de sono.

Me misturar com teu sonho,
Sem saber ao certo se já desperto,
Ou se te envolvo em meus encantos,
Em nosso desejo macio e branco,
Perdido e surpreso de tão intenso.

Sentir teu suspiro ao meu toque,
Beijar o teu corpo e ouvir teus gemidos,
Assim te quero, menino, perdido...

Te quero e te chamo, e sem chances,
Simplesmente te abraço,
E deixo minha mão na tua,
Na calma de dois em um só.

Porque já te encontrei,
Porque você sempre fez parte de mim,
E por um querer do destino,
Nossa união teve seu tempo certo para acontecer.

E sei quem é você. Você sabe de mim.
E deste momento em diante nosso caminho se funde,
Mesmo sem saber ao certo por onde andaremos,
Mas com uma certeza.

Nosso caminho é direto,
Nosso futuro é concreto.
Nosso destino, a felicidade!



Samara Morando

Sonhos desfeitos



Tenho te procurado, mas não só procurado, tenho tentado achar aquele cara que um dia eu amei. É ridículo, é patético, mas hoje olho pra você e não vejo nada do que me encantava.
Depois de tanto tempo sentido saudades daquele que me fazia sentir uma pessoa melhor e que eu era capaz de grandes coisas, hoje olho pra você e vejo apenas alguém que eu me perdi.
Tenho me perguntado se eu criei você, se eu fantasiei todos os melhores momentos que estivemos juntos e na verdade você foi sempre aquilo que eu vejo hoje, um homem morto por dentro, alguém fraco que nem se quer saber olhar e vê que pessoas que os amam estão ao seu lado, alguém que se deixa morrer em depressões e tensões.
Por que a pessoa fantástica, a pessoa que me dava a sensação de lar parece não existir mais. Fecho os olhos e nos meus piores dias me lembro de você sorrindo e me fazendo rir, mas agora, eu não vejo essa pessoa, eu nem se quer conheço mais a pessoa a minha frente e eu tenho tanto medo de vê que você nunca existiu da forma que eu via.
Na noite passada nos falamos e naqueles breves minutos, em que eu pensei que ia matar a saudade, que finalmente estava te tendo de volta, eu notei que você nunca mais seria o mesmo, nunca mais voltaria pra mim e eu estava novamente só, não era mais especial.
E então, me pergunto se novamente abriria mão de tudo por você, imagino lá no fundo que sim, que te ajudaria a passar por todos esses problemas, mas não tenho forças para está ao seu lado vendo-o definhar, vendo-o morrer estando vivo. Mas o pior é perceber junto com você os meus mais lindos sonhos também se vão.

A novata



"Meu nome é Juliet Cole" - repetia ela sem parar.
"Quantas vezes vai dizer isso? Até os focos de neve dessa manhã já entenderam." - brincou ele.
"É meu primeiro dia, não entende? E se não gostarem de mim? E se eu não gostar deles? Posso voltar?" - tagarelou ela.
"Você não vai querer voltar, é o melhor colégio do país, por que ia querer voltar?"
"Não sei, só estou com medo."
Seu irmão segurou sua mão entre as dele e tentou encorajá-la. Era tudo que eles sempre quiseram, uma chance  dela estudar numa boa escola, ter um futuro, coisa essa que ele não podia ter e não teria, mas ela sim, ele prometerá a mãe que cuidaria do futuro da irmã, que a colocaria de algum jeito em um bom colégio, que lhe daria tudo que não puderá ter.
Juliet agora tinha 14 anos, era uma adolescente tímida num primeiro momento, mas sabia se soltar e ele acreditava que não seria difícil para ela fazer amigos. Talvez não agradasse a todos, mas certamente alguém veria potencial nela, como ele viu e a ajudaria a passar por essa fase num colégio longe de casa, longe de tudo que um dia ela conheceu.
Depois que a deixou ônibus ficou pensando se ela pensava o mesmo que ele, será que era medo de não agradar? Mas o que importava isso, a boa educação que teria seria maravilhoso e ela seria alguém, não um funcionário de um bar no meio do nada.
Do outro lado do país, Juliet chega ao tão sonhado futuro.
Ela usa um casaco de frio e luvas pretas, arrasta sua mala até a entrada do colégio onde todos a observam, é o primeiro dia de aula e ela se pergunta mais uma vez por que escolheu essa roupa, por que não pôs isso ou aquilo.
Ela chega a recepção e informa sua chegada, a nova bolsista. Preenche as ultimas papeladas e é levada ao seu novo quarto.
"Não se preocupe, sua colega de quarto deve chegar a qualquer momento e ela já foi informada sobre você." - tenta ajudar a Srta. Spiro a todo custo.
Sozinha no quarto ela pensa se será legal tudo isso, é como ter uma irmã que nunca teve. Talvez não seja tão ruim e talvez essa colega de quarto não faça como todos os outros que ficaram olhando-a.



Continua!

Carta à você



"Você tem feito falta.
Não é aquela falta que dá e passa, é aquela constante que todos os dias me lembra como eu era mais feliz com você do lado.
Quem vê pensa eramos namorados ou coisa parecida, mas eramos mais que isso, eramos melhores amigos, irmãos, parceiros, companheiros, amantes solidários com a dor do outro.
Eu sei que muitas pessoas não nos entende, as vezes eu não entendia nosso relacionamento. Só hoje vejo que não é preciso entender nada, somos assim, completos malucos juntos.
A coisa mais absurda que vou contar é que sinto falta de você mais do que sinto falta de coisas que já foram realmente minhas, eu sinto falta da sua risada, eu sinto falta do seu jeito teimoso que me fez chorar algumas vezes, eu sinto falta de você dizendo que vai cuidar de mim e acreditar que o mundo vai ser menos perigoso por que você ta comigo.
Sei que nem sempre te apoiei nas suas escolhas, mas entenda, o mundo não seria mais o mesmo sem você nele, eu não entendo como algumas pessoas podem pensar que você não é bom o bastante, para mim você era mais do que bom, era mais do que tudo.
Você conseguia coisas que ninguém mais conseguia, você sabia de coisas que ninguém mais sabia e hoje sinto falta de dividir essas coisas com você, sinto falta das horas pela madrugada que passávamos juntos, sinto falta de tudo e cada pedaço seu."



Desabafo para aquele que não pode vê isso.

Eu Corro Pra Você


Espera-se mais de nós, espera-se que sonhos se tornem realidade, espera-se que você ainda esteja onde está.
Espera-se que você me beije como da primeira vez, que nossos olhos ainda tenham a mesmas promessas, por que algo dentro de mim, me faz querer correr pra você. Sempre que algo acontece ou não acontece, você é a primeira pessoa a quem penso contar, você é aquela pessoa que esteve sempre do meu lado e sempre imagino que vai está.
O tipo de pessoa que a gente pensa que não precisa fazer nada pra amar, por que vai amar independente das circunstâncias, independentemente do momento e da hora do dia, vai amar quando acordar e vê-lo ali do lado, dormindo, vai amar mesmo que tudo esteja errado e péssimo, vai amar mesmo que a casa desabe e que os planos não deem certo.
É assim que eu amo, é assim que me sinto cada vez que vejo você, é isso que sinto a cada discussão, a cada virgula em nossas vidas, por que não me permito que seja o final, não permito que acabe.
Já imaginou se por acaso você não estivesse mais lá quando eu despertasse?! Eu me sinto doendo por dentro, é como morrer e continuar vivendo, sentindo aquela coisa rasgando cada pedaço da pele e mesmo assim ainda ficar aqui sem saber pra onde ir. Não suportaria isso nem por dois minutos.

Encanto


Eu poderia continuar lutando, mas isso significaria sacrificar mais coisas por você. Existe sentimentos que vivemos lutando para mantê-los, lutamos por acreditar que vale a pena tudo que desistimos.
Existe um momento critico onde temos a nítida certeza de que esperar por aquele sorriso cúmplice não vai acontecer novamente, sabemos de forma dolorosa que é o fim, é um basta.
Eu acreditei que tinha acabado, eu acreditei verdadeiramente que não me sentiria mais assim perto de você e por muitos dias eu pensei que era verdade, isso era a verdade, eu tinha te esquecido. Mas aí eu te vi, depois de meses, eu te vi com aquele sorriso lindo no rosto, com aquele jeito travesso de homem que eu tanto gosto e quero.
Foi nesse momento que eu vi que ou eu desistia de verdade ou nunca ia deixar de amar você e cá estou eu, juntando novamente os pedaços do meu coração para fazer de tudo para esquecer que um dia eu conheci você.
Sei que parece patético por que vejo que você nem ao menos se importa com isso, sei que você segue sua vida como se eu nem existisse ao menos, mas de alguma forma eu sei que isso é mentira. Por que você é meu melhor amigo, você é o amor da minha vida e quando tudo dá errado, eu sei que a sua maneira, você sempre está lá por mim, nem que seja pra dizer "eu te avisei", mas você está, não é?
Então por que?! Por que ainda está aqui. Por que tanta dor a nossa volta?
Por que você não faz isso simplesmente parar?
É nesse momento que eu noto que nada vai fazer parar, nada vai diminuir a dor. A não ser o fim desse encanto.

Vou te amar



O que se faz por amor?
O que se é capaz por amor?
Quando aquele sentimento te preenche tanto que nada mais faz sentido sem ele, quando seu sorriso fica melhor com ele, quando o som da voz dele faz seu coração doer e bater quase não se contendo ali dentro.
Quando tudo que você quer é um abraço, um beijo, um carinho, nada é o bastante.
O que seria da vida se esses momentos fossem inimagináveis?! Há pessoas que acreditam que não nasceram para ele, que nada vai dá certo ou qualquer coisa parecida.
Dizem que vão amar pra sempre, mas será que amam mesmo como imaginam? Está pronto para amar vai mais além do estar perto, do toque, mas do que se está disposto para ter por amor.
Certa vez falaram que as pessoas tem mania de pedi a Deus felicidade, amor, amigos verdadeiros e coisas desse tipo, depois acreditam que Deus não as escultou e não atendeu ao que elas queriam, mas o que essas pessoas não veem é que Deus não nos entrega tudo, Ele nos dá a oportunidade de ter. Ele não dá um amor, mas a chance de amar alguém e ser amado, Ele não nos dá amigos verdadeiros, mas a oportunidade de vê e confiar neles, não nos dá uma família unida, mas a chance de ficar unida.
São coisas desse tipo que faz você parar e pensar que talvez, só talvez, você não se esforçou para amar alguém.
Amar é uma troca, uma troca de carinhos, de amassos, mas também uma troca de experiencias, uma troca de sacrifícios, de vidas. Não adianta querer amar alguém e não se dá um segundo para isso e querer que o outro se doe sempre, nem adianta se doar e não ter um momento pra vocês.
Só com o tempo vemos que amar é mais do que amar outra pessoa num relacionamento, é amar a si mesmo por está ali, é amar as escolhas, as lutas, as coisas ruins.
Não se ama as partes de alguém, se ama tudo, a pessoa por inteira, até aquilo que mais se detesta nela.

Amor?!





Versão dela: Já faz quatro meses, quatro meses que não nos falamos. Desde o término eu tenho andado devastada, sabe? Eu te vejo todos os dias na escola e, você não se importa, não olha sequer nos meus olhos, não liga pro que eu tenho passado. Então eu me finjo de forte, olho pros lados e simplesmente ignoro sua presença. Se você sabe fingir que está bem, eu também sei. Finjo que esse cara novo é perfeito pra mim, como tu era, como tu és. Finjo que ele me completa como se fosse você, na verdade, eu te procuro nele e, é frustrante não encontrar.
Mais frustrante ainda saber que a sua nova namorada te faz tão feliz quanto eu fazia. Recebi umas ligações restritas no meio da noite, bem típico seu, atendia e não falava nada, eu só dizia “alô!”, desejando que você dissesse “ei minha princesa, sou eu, volta pra mim?”, mas aí desligava. Eu queria tanto seu sorriso pra mim outra vez, queria tanto as nossas comédias-românticas nos fins de semana, quando você pegava a colher de brigadeiro e sujava toda a minha boca, depois limpava com um beijo. Sinto falta da nossa anormalidade, sabe? Das nossas idiotices, das caretas que você fazia, que nós fazíamos e ficávamos rindo feito duas crianças. Sinto falta do teu colo, de quando eu deitava nele e você mexia no meu cabelo, até eu pegar no sono, depois tu me levavas pra cama e ficava deitado ao meu lado, de conchinha, que era como eu me sentia mais protegida, lembra? Aliás, você ainda lembra-se de nós? Lembra de quando eu mexia no seu cabelo todo arrumadinho e você ficava bravo comigo, mas depois eu pedia desculpas e você ria da minha cara de fofa? Lembra-se Gustavo? Lembra das vezes em que eu mexia no seu celular e via mensagens de textos de amigas suas, ficava muito brava e você mais ainda por eu ter mexido em suas coisas sem o seu consentimento, mas aí você vinha por trás, me abraçava e dizia que não precisava ter ciúmes, pois era só meu. Ah, que saudade eu tenho de quando te chamava de meu, não fazes idéia. Na verdade, eu sinto falta de tudo, das brigas terminadas com você dizendo “chega, eu amo você, minha princesa”, dos beijos de bom dia, da sua camisa xadrez sendo mais minha do que sua, do seu perfume nas minhas roupas quando você me abraçava, daquela aliança que você me deu no meu aniversário, das suas crises de ciúmes bobos. Sei lá, eu sinto falta de tudo, sinto falta de nós, mesmo que você não se importe, ou não se lembre mais. Você ainda está presente em mim e, eu me lembro de cada detalhe.

Versão dele: Já faz quatro meses, não nos falamos desde que terminamos. Sabe, eu a vejo todos os dias com aquele cara e, dói tanto vê-la com outro. Será que ele cuida de você como eu cuidava? Será Giulia? Será mesmo que ele é melhor que eu? Sinceramente é isso o que eu sinto, sinto que ele preenche todo o espaço que eu deixei. Sinto falta de você, na verdade, sinto falta do “nós”. Quantas vezes, no meio da noite, eu peguei o telefone e disquei seu número, restrito como sempre fiz e esperei você atender, só pra ouvir tua voz, só pra ouvir tua respiração do outro lado da linha. Queria dizer que era eu e pedir pra você voltar pra mim, mas algo me dizia que você estava feliz com esse novo alguém. Eu sinto tanta falta das nossas guerras de travesseiros, do seu perfume na minha camisa xadrez que você adorava vestir, dos jogos de vídeo game que eu sempre deixava você ganhar e você ficava se vangloriando, era tão bom ver o teu olhar de vitória, te fazer se sentir a rainha, a poderosa, porque realmente a rainha era você, é você. A que manda e desmanda quando quer, a que dá a última palavra e eu sempre fingi que queria mandar também, só pra não te deixar tão convencida disso, mas eu sempre ouvia você por último, sempre queria que fosse você no comando, sempre engolia o orgulho por você, sempre cedia e soltava um “chega, eu amo você, minha princesa”, porque não sou bom em ficar mal contigo e muito menos com responsabilidades. A única responsabilidade que eu quero na verdade, é te fazer feliz, lembrar da data do início do namoro. Você ainda lembra? Eu nos quero juntos no meio da noite, vendo aquela comédia-romântica que eu odeio, mas você adora.Quero de volta você vendo aquele filme de terror que eu amo e você morre de medo, aí ficava toda encolhida nos meus braços, deitada no meu peito e nas piores partes, eu te beijando, pra desviar tua atenção e tu não sentir medo. Quero te proteger, quero cuidar de você. Quero chamar-te de “minha pequena” outra vez, quero te fazer minha como fiz durante os dois anos que permanecemos juntos. Você não parece sentir minha falta, não parece sequer lembrar-se de nós. Então eu finjo que não me importo, finjo que estou bem sem você, finjo que ela me faz mais feliz do que você fazia, pra não atrapalhar tua felicidade. Só que na verdade, você ainda está presente em mim e, eu me lembro de cada detalhe.

Carol Honorio