Cartas pra Você #14


Essa é uma sessão do blog e ela está inteiramente voltada a cartas em livros e filmes, além de cartas reais, que como expliquei anteriormente sou apaixonada por recebê-las.
E por mais que algumas pessoas considerem-na ultrapassada, eu prefiro receber uma carta à um e-mail, dá aquela emoção em abri-la, em lê-la.
Essa semana a carta que eu escolhi uma carta de uma pessoa que realmente existiu, trata-se de Henrique VIII, ele conheceu Ana Bolena quando ainda era casado com Catarina de Aragão. Obcecado por Ana, o rei, rompeu relações com a Igreja Católica e criou a Igreja Anglicana. Para então casar-se com ela. Essa é a quarta carta que ele lhe envia, espero que curta. ;)

Minha Senhora e amiga, 
Meu coração e eu nos rendemos em suas mãos, rogando-vos para nos manter atrelados ao seu desejo, e que seu afeto por nós não possa ser diminuído: porque seria trágico aumentar ainda mais nossa dor, da qual a distância já produz mais do que eu poderia ter pensado que podia ser sentida.
Lembrando-me de um apontamento da astronomia que diz: quanto mais longos os dias são, mais distante está o sol e menos quente e assim é o nosso amor, por ausência somos mantidos em distância um do outro, e mesmo que ele mantenha seu fervor, pelo menos do meu lado, e espero que o mesmo de você, assegurando-lhe que a dor da ausência é grande demais para mim; e quanto penso no aumento disso que sou forçado a sentir, seria quase intolerante, mas pela firmeza de minha esperança em sua imutável afeição por mim: e para lembrar-lhe disso de vez em enquando, e observando que não posso ser fisicamente presente a você, eu agora mando o mais próximo que posso disso: nomeadamente, minha foto posta em um bracelete, com todo o aparato, que já conhece, desejando que fosse a mim mesmo no lugar da foto, se lhe agradasse.
Pela mão de seu fiel servo e amigo, H.R.

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