[RESENHA] Retrato do Meu Coração - Patricia Cabot


Retrato do Meu Coração
Título original: Portrait of My Heart - Rawlings 2
Autor (a): Patricia Cabot
ISBN: 9788501093370
Páginas: 378 páginas
Editora: Record
Ano: 2012
Onde Comprar: Cultura | Saraiva | Submarino
Sinopse: No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?

Muito bem, como algumas pessoas já conhecem, eu sou fã dos livros da Meg Cabot mais ainda sob o pseudônimo de Patricia Cabot, que era como ela assinava os livros no começo da carreira.
Esse livro em especifico é a continuação do meu preferido, A rosa do inverno, mas não fala sobre o mesmo casal, mas sobre a história do sobrinho de Pegeen, a personagem principal da história anterior.
Agora Jeremy não é mais uma criança e sempre impulsivo acaba sendo expulso de mais um colégio, é quando ele volta pra casa e descobre que Maggie, a sua Mags magricela e enorme se tornou uma linda mulher e ele a deseja.
Mas seu tio diz que ele não merece uma mulher como Maggie, pois ela é determinada, é única, enquanto ele é exatamente como o tio antes de conhecer Pegeen. Determinado a ser um homem melhor e bom no que sabe fazer, Jeremy se alista na Guarda Real da rainha, uma coisa assim rsrs e se torna um coronel cheio de honras e tudo mais, cinco anos se passa sem que Maggie lhe diga as palavras tão sonhadas, até que uma carta de sua tia dizendo que Maggie ira casá-se faz com que ele volte da Índia e decida que impedirá esse casamento, custe o que custar.
Maggie por outro lado, perdeu a mãe e junto com a morte dela toda sua familia, já que eles se recusavam aceitar o trabalho de Maggie por acreditar que uma mulher em pleno inicio século XIX deveria apenas servi para maternidade e cuidar do marido.
Além disso tudo, ainda tem a confusão com a tal Estrela de Jaipur que todo mundo pensa se tratar da princesa, já que ela também é conhecida assim, mas nada mais é que uma pedra, uma safira pra ser mais exata.
O que eu mais gosto é dos diálogos entre Maggie e Jerry, todos dois são teimosos, mas Maggie muito mais, ela nega o que sente enquanto Jerry faz de tudo pra provar que a ama mesmo quando acha que ela não confia nele. Eles sempre são sacásticos um com o outro e mesmo em momentos que são amigos, conseguem brincar como os amigos que sempre foram.
Outra coisa, não se surpreenda, ao contrário do que se espera a violência aqui parte toda de Maggie que sem mais argumentos avança pra bater em Jerry, que só responde com um "cuidado, você pode acabar se machucando!" afinal ele é maior e mais forte que ela.
Sem contar os criados que são sempre certinhos e a quem os patrões parecem temer ofender ou assustar, já que uma mulher não pode receber um homem solteiro desacompanhada, nem dormi na mesma casa que ele só com os criados e toda essas regras de etiqueta e boa conduta que nem Maggie e nem Jeremy estão interessados em seguir, apensar de não querer que lhe peguem fazendo qualquer coisa só os dois, até mesmo conversando.
É estranho, confesso. Mas imaginei todo o livro e pra mim a história é perfeita, não digo que seja melhor, já que prefiro o primeiro. Mas é delicioso vê os personagens mais velhos e tomando suas decisões.
Ou os filhos dos personagens anteriores crescerem e nascerem e tudo mais, por exemplo uma coisa que só reparei no livro é que as mulheres do século XIX tinham uma quantidade de filhos absurda. Quer dizer né, sete filhos pra mim é exagerado.
E claro, com reviravoltas com certeza esperadas, o livro é melodioso, doce e engraçado. Vale a pena passar uma tarde vendo um mundo diferente do nosso.


XOXO
Até mais