[RESENHA] A Sombra da Serpente - Rick Riordan


A Sombra da Serpente
Título original: The Serpent’s Shadow
Autor (a): Rick Riordan
ISBN: 9788580572018
Páginas: 352 páginas
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Onde Comprar: Cultura | Saraiva | Submarino
Sinopse: Sadie e Carter são importantes descendentes da Casa da Vida, uma sociedade secreta de magia estabelecida no Egito ainda no tempo dos faraós. Os irmãos sabem que sua herança ancestral lhes reserva um importante papel: seus poderes são fundamentais para a restauração do Maat, a ordem do universo. Mas, uma vez instalado, o Caos é imprevisível, incalculável e incontrolável, e agora que Apófis está livre os Kane têm somente três dias para evitar que a serpente destrua o planeta. Como se isso não bastasse, a sorte deles parece só piorar.
Os magos estão divididos. Alguns deuses egípcios estão enfraquecendo e, um a um, começam a desaparecer. Walt, um dos mais talentosos combatentes da Casa do Brooklyn, foi amaldiçoado, e sua energia vital está se esvaindo. Zia agora é responsável por Rá, o deus sol, que está completamente senil e não será de grande ajuda. Sadie e Carter, ao lado de alguns jovens magos e uns poucos aprendizes, são os únicos dispostos a enfrentar a serpente e salvar o mundo.

Confesso que fiquei um pouquinho decepcionado. A Sombra da Serpente, foi muito mais do que eu imaginava, mas em certos momentos Rick Riordan simplesmente cagou com tudo. A história começa exatos seis meses depois do ocorrido no segundo volume, O Trono de Fogo.
Apófis está atacando lugares chave para os Kane... Apófis sabe o que eles querem, e está tendo êxito na tarefa de destruir todas as oportunidades dos irmãos magos conseguirem..
A situação fica muito crítica. Os Kane estão completamente desesperados, e eis então que surge a luz, ou o abismo. Setne, um mago milenar que é considerado assassino, mentiroso, e muitos outros nomes indesejados pra qualquer pessoa com um pingo de vergonha na cara, possui a chave para chegar à Sombra da Serpente, ponto chave para o novo plano traçado pelos Kane para impedir que o Caos se sobressaia à ordem... Claro que muitas coisas estão acontecendo paralelamente. O grupo rebelde de Jacobi está ameaçado o Primeiro Nomo de Guerra. Estão invadindo outros nomos e dominando os lugares. O espírito da mãos dos meninos está desaparecido. Zia está cada vez mais estranha, ao ponto que Carter está cada vez mais apaixonado. E Sadie está cada vez mais indecisa ao pontos de Walt está cada vez mais perto da morte e Anúbis cada vez mais inalcançável.
Claro que serem guiados por Setne, figura que já enganou faraós, deuses, julgamentos, e fugiu de uma porção de aprisionamentos, pode mostrar aos Kane que o perigo mora ao lado. Mas Setne parece ser a única opção deles pra conseguirem lançar sobre Apófis o tal feitiço de execração...
O livro todo é muito engraçado. Rick teve boas inspirações nessas partes... Mas o final tão aguardado. A luta final contra o Caos é de certa forma abordade com simplicidade angustiante. Eu estava esperando por algo como Percy Jackson: O Último Olimpiano. Aquele drama todo, emoção, perigo, luta, traição, revelações, mas não... Carter e Sadie enfrentam desafios atrás de desafios pra executarem o feitiço e terem uma descrição muito fraca disso.
Existem mais alguns momentos irritantes no livro, e pra você que pensa que vai sentir saudade dos Kane, se prepare, pois Rick Riordan se dá o direito de uma profecia prevendo novos problemas, e instáveis anormalidades mágicas na baia de LongIsland (não sei se vocês conhece,kkk’). Sim, fica uma ponta solta enorme, e as aventuras de Carter e Sadie não acabaram, eles só não sabem se vão poder transcrever as próximas aventuras...
O destino de Carter é ser Faraó, Sadie o ajuda tanto nessa parte que choca. Zia tem uma função tão importante nisso tudo que você vai começar a ama-la.
O livro por mim ganha de cinco, cinco estrelas... Mas sempre com o recadinho de que poderia ser melhor...


Até Mais...