[RESENHA] Julieta - Anne Fortier


Julieta
Título original: Juliet
Autor (a): Anne Fortier
ISBN: 9788599296912
Páginas: 448 páginas
Editora: Sextante
Ano: 2010
Onde Comprar: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva
Sinopse: Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os 3 anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois de seus pais morrerem num acidente de carro.

Passados mais de 20 anos, a morte de Rose transforma completamente a vida de Julie. Enquanto sua irmã herda a casa da tia, para ela restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei.

A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar, muito antigo e misterioso. Mesmo acreditando que sua busca será infrutífera, Julie parte para Siena.

Seus temores se confirmam ao ver que tudo o que sua mãe deixou foram papéis velhos – um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando.

O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni. Desde então, uma terrível maldição persegue essas duas famílias.

E, levando-se em conta a linhagem e o nome de batismo de Julie, ela provavelmente é a próxima vítima. Tentando quebrar a maldição, ela começa a explorar a cidade e a se relacionar com os sienenses. À medida que se aproxima da verdade, sua vida corre cada vez mais perigo.

Instigante, repleto de romance, suspense e reviravoltas, Julieta – livro de estreia de Anne Fortier – nos leva a uma deliciosa viagem a duas Sienas: a de 1340 e a de hoje. É a história de uma lenda de mais de 600 anos que atravessou os séculos e foi imortalizada por Shakespeare. Mas é também a história de uma mulher moderna, que descobre suas origens, sua identidade e um sentimento devastador e completamente novo para ela: o amor.

Eu terminei de ler esse livro hoje e ainda não sei muito bem como me sentir sobre ele. Confesso que ainda não li Romeu e Julieta de Shakespeare, mas conheço a história por alguns filmes e por outros livros que li, mas fiquei bem interessada sobre as versões que passam em Siena, que por sinal, eu não conhecia e nem fazia ideia de que existia. Primeiro ponto positivo pra mim rsrs obrigada Anne :)
Sem gracinhas agora, a história se passa em duas épocas, a primeira se passa nos dias atuais e conta a história de Julie (Giulietta), que representa a atual Tolomei, e Alessandro, que é afilhado de Eva Salimbeni. Claro que de cara você já vê o possível romance de Sandro e Giulietta e você se questiona por que ela não se apaixona ou conhece um guri chamado Romeo, mas isso só no decorrer da história que você entende, já que até boa parte ele é só um fantasma que paira a cidade.
Giulietta é uma mulher bonita que prefere não se dá o luxo disso, já que sua irmã gêmea o faz com tanta presença. Ela prefere ser o oposto da irmã em tudo. O que faz você por muito tempo achar que ela é sem graça e a irmã um mostro em forma de gente. Mas quando você conhece as duas, percebe que é só o fato de uma ser calma e a outro extrovertida demais e esperta. E só quando Julie parte pra Siena que ela começa a se valorizar nos modelitos e na maneira de se portar.
Já a segunda época, conta em 1340 e alguns anos depois disso. A "primeira" história de Romeo e Giulietta, as intrigas, o amor do casal, a loucura de um homem que não admite perder e a cruel brutalidade como eles foram separados. Toda essa trama se passa em um livro que Julie começa a ler depois de recebê-lo junto com vários outros pertences de sua mãe.
A história de Giulietta é praticamente vivencia a partir do passado e o que ele significa para o presente e futuro das famílias Tolomei e Salimbeni, que diga-se de passagem se encontram em várias épocas entre a tragedia de 1340 e os dias atuais, sejam como amantes ou famílias que se odeiam. E Julie tem que acabar com a maldição que leva mais da metade do livro pra aparecer e quem realmente a lançou, por que ela foi lançada e por que acredita-se que ela foi lançada.
Pra mim, ela foi quebrada da forma que deveria ser quebrada e achei linda a maneira como Anne deu uma reviravolta geral no livro, os bandidos e mocinhos se misturam, deixando-nos confusas até a história de Diane, a mãe das gêmeas, ser contada e dá sentido ao porquê delas serem perseguidas e terem os pais mortos.
E claro, lembrem-se nem tudo que parece ser, é o que realmente é.


XOXO
Até mais