[RESENHA] Fênix: A Ilha - John Dixon


Quem não gostaria de se tornar fã de um autor e tê-lo respondendo às suas mensagens no twitter sem demora? Por sorte e intervenção Divina, John Dixon é um cara muito simpático e conversa comigo desde pouco antes de eu terminar a leitura de seu livro.  O cara me pediu desculpas pela, já adiantada notícia, das mortes nos segundo volume da série, #Desvil’sPocket e de quebra, me respondeu em português quando eu revelei ser um leitor brasileiro. Pra melhorar ainda mais a coisa, eu notei em seus agradecimentos que ele é amigos de Lissa Price, autora do celebre, Starters. E John Dixon me colocou em contato com ela, que também responde em português pra nós quando pode.


Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem Internet. Sem Saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha.


Fênix: A Ilha
Autor (a): John Dixon
ISBN: 9788581633824
Páginas: 336 páginas
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014
Sinopse: Campeão de boxe com o gancho preciso e o pavio curto, Carl Freeman, aos 16 anos, costuma ser transferido de um reformatório para outro. Ele não consegue ficar longe de problemas – sempre usa os punhos para defender das provocações os seus colegas mais fracos. No último incidente, seu adversário foi parar no hospital, e agora o Juizado de Menores vai encaminha Carl para o pior lugar da Terra.
Classificada como “instituição terminal”, a Ilha Fênix é o fim da linha para os delinquentes que não têm lar, nem família, nem futuro. Localizada em algum lugar distante da costa dos Estados Unidos – e imune às suas leis –, a ilha é um severo campo de treinamento o estilo espartano, administrada por sargentos sádicos que não têm nenhuma piedade dos jovens recrutas. Sentenciado a permanecer na ilha até completar 18 anos, Carl planeja seguir as ordens, e faz amizade com Ross, seu sarcástico colega de cela, e Octavia, uma misteriosa garota de olhos cinza.
Ele também faz inimizades e, depois de algumas situações difíceis, ganha o apelido de Hollywood – além de uma sequencia de punições, incluindo uma noite brutal na “cabine do suor”.

Entretanto, nada se compara ao que espera por Carl na “Oficina”, um laboratório secreto onde ele terá o que nunca sonhou: uma nova vida...


Resenha:

Um fato importante, você só não gostará de Carl nas duas primeiras páginas. Onde ele está decidido a mostrar toda a sua chatice, depois disso meu(minha) querido(a), prepare-se...

John Dixon sabia o que estava fazendo. Isso se torna uma certeza profunda quando você termina de ler Fênix: A Ilha. Carl é um protagonista maravilhoso. Inteligente, humano, e destemido.
Ele nunca hesitou ante a defender os desfavorecidos. E quando essas virtudes são negligenciadas, Carl sabe que precisará tomar cuidado. Na Ilha Fênix, a crueldade é a chave para o sucesso. E quanto mais maníaco, mais promissor é.
Tenente Parker é o pior dos soldados da ilha. Logo que desembarca, Carl já consegue a inimizade desse oficial que é no mínimo, um lixo de ser humano. Carl foi campeão de boxe, e um dos únicos luxos que ele se permite, é carregar sua medalha consigo, mas Parker garante que isso é uma decisão de “indivíduos”, e essas pessoas não possuem lugar naquela ilha. Quando Carl o contesta, ele dá um castigo coletivo, fazendo assim, com que Carl consiga mais alguns inimigos em meio a todos os adolescentes considerados delinquentes que desembarcaram com ele no acampamento.
A vida ali não é tão difícil quanto todos dizem, a rotina condiz em ser xingado e passar a maior parte do dia fazendo exercícios. Mas Carl é um boxeador, então, exercícios não são um problema pra ele. O problema mesmo é conviver com as investidas de Parker e as provocações dos garotos mais ‘barra pesada’. Ainda mais quando Parker lhe dá o odioso apelido de Hollywood.
A idéia de Carl é ser um cara legal e obedecer as regras. Assim, segundo o que o Juiz lhe disse, ele poderá ter uma vida nova e até se tornar o policial que seu pai fora.
Mas a idéia vai por água a baixo quando Carl descobre um diário abandonado de um garoto que esteve na Ilha pouco antes dele. Nos relatos, Carl encontra uma possível verdade que abala suas opções. Um cara denominado ‘Ancião’, libera seus oficiais para matarem qualquer um dos garotos que saia da linha. Mortes que aparentemente servem como exemplo. E ainda, os jovens que se destacam, são convocados para se juntarem a um time de Assassinos de Elite.
Logo, Carl vai descobrir que as promessas do juiz de um futuro melhor não passavam de mentiras. O ‘Ancião’ realmente existe, e os relatos do diário são mais do que verdadeiros. Mas o que as folhas de papel não contam é que aliados podem representar perigos enormes, e que Carl estava sendo esperado na ilha desde muito antes.
A história é repleta de sacrifícios, e John Dixon parece ter passado algum tempo com George Martin, pois eis que ele matou meu personagem preferido.
Nem isso, nem a falta de senso de Carl ante os seus inimigos deixam o livro ruim. Muito longe disso...



Sem falhas muito importantes, e no total, ela somam-se irrisórias, John Dixon mostra a qualidade da sua escrita e o motivo principal por terem criado uma serie televisiva inspirada em seu livro. A serie de TV Intelligence, infelizmente não fez sucesso e foi cancelada no fim da primeira temporada. Mas o segundo livro vem aí e só sua sinopse já deixa uma aura de curiosidade esmagadora...
Uma leitura que vale muito à pena. Uma leitura que nem tem pena, pra falar a verdade. Fácil, simples, inteligente, engraçado e emocionante. Sacrifícios, lutas e intrigas. Uma floresta repleta de perigos...


Bem vindo à Ilha Fênix.

Até mais,


Nenhum comentário:

Postar um comentário